quinta-feira, 2 de abril de 2015

Danou-se

Danou-se! 
Porque hoje quem quer falar fala, quem quer publicar, publica e ninguém vai parar ninguém.
Só falta o público achar você e ter a sensibilidade de perceber a sua genialidade, a sua agudez de pensamento, a sua argumentação marota e bem humorada que faz qualquer crítica ácida virar estilo.
Bom, só falta...

A razão deste espaço aberto é antes de mais nada eu não perder meu português, ter a liberdade de escrever palavras caídas em desuso e resgatar outras esquecida, claro estas não por mim. As que eu esqueci, que lembrem os outros!

A primeira: "garapa". E aí eu me pergunto, é um termo regional, de região tão pequena que foi engolida pelo desequilíbrio espacial? Ou foi a funcionalidade e o caráter auto explicativo da palavra vencedora, que lhe proporcionaram a tal vantagem?
Por onde eu olho, afinal, é só "caldo de cana"!
De repente percebi, tarde demais para poder afasta-la, a falta saudosista que me faz a "garapa". 

Assim como tb, já que uma coisa puxa a outra, percebi agora quando escrevo que a palavra "pinga" tb está caindo em descrédito. É só "cachaça" que ouvi por esses tempos, quando andei tomando caipirinha de maracujá.

Pode-se dizer então, que da garapa fazia-se pinga e do caldo de cana se faz a cachaça?
Tempos novos, tempos idos, termos idos... perdidos.

Os sociólogos da linguísticas já explicaram isso e a nós, leigos laicos, só nos resta aceitar e deixar pra lá a garapa e a pinga ou arriscar uma comunicação aberta a desentendidos. Na possibilidade, chamar o garçom ou o vendedor mais velho dos estabelecimentos também pode ser uma resistência e uma atitude política.

Eu bebo garapa, na minha terra se faz café com garapa e da garapa se faz a pinga... Pode ser até uma questão de identidade ou simplesmente preguiça, afinal são mais curtas as palavras!!!!